Estilista chileno cria vestido com preservativos em campanha contra a aids

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Um vestido (foto) confeccionado com 500 preservativos pelo estilista chileno Ricardo Oyarzún foi exibido pela primeira vez em um evento nesta última segunda-feira, 12 de agosto, em Santiago com o objetivo de arrecadar fundos para crianças soropositivas.

Em entrevista à Agência de Notícias Efe, Oyarzún explicou que na hora de desenhar uma peça para o “Gran Desfile de Moda Vivir con Amor”, levou em conta que, quando se trata do tema HIV “é indispensável falar do preservativo”.

“É a única maneira de prevenir a propagação do vírus”, opinou o designer. “Não tocar nesse tema é como varrer o lixo para baixo do tapete: em cima está tudo lindo mas embaixo, tudo sujo”, disse Oyarzún à Efe.

Fonte: EFE 

Cientistas anunciam mais um avanço na luta contra a Aids

Cientistas anunciaram mais um avanço na luta contra a Aids: um grupo de 14 adultos se livrou do vírus com um tratamento precoce e não voltou a apresentar sinais da doença, mesmo depois de deixar de tomar o coquetel de remédios.

Os cientistas acreditam que foi fundamental detectar a doença na fase inicial do contágio e começar o tratamento imediatamente. O Instituto Pasteur, em Paris, analisou 70 pessoas contaminadas pelo HIV que passaram a tomar os medicamentos de 35 a 70 dias após a infecção.

Os cientistas usaram um coquetel de drogas antirretrovirais para tratar os pacientes. Os remédios funcionaram como de costume, reduzindo o vírus a um nível baixo em todos os infectados. Quando o tratamento foi interrompido por longo prazo, o vírus voltou a se multiplicar no organismo da maioria dos pacientes. Mas 14 pessoas – dez homens e quatro mulheres – conseguiram manter o vírus sob controle.

Eles tiveram a chamada “cura funcional”. Continuam contaminados pelo HIV, só que mesmo sem tomar remédios, a Aids não se manifesta.

Segundo o cientista-chefe da pesquisa, o espanhol Asier Sáez-Cirión, entender como alguns pacientes conseguem regular o vírus pode apontar para o caminho dessa cura funcional. Mas doutor Asier alerta: “Ninguém deve suspender os remédios sem orientação médica”. Ele destaca a importância do exame periódico para detectar o HIV o quanto antes.

Há duas semanas, médicos americanos anunciaram que um bebê do Mississipi havia sido curado da Aids. E, neste caso, o tratamento precoce também foi crucial. O bebê soropositivo começou a tomar os remédios contra o HIV 30 horas depois de nascer. Um mês após o início do tratamento, o vírus não foi mais detectado.

Fonte: Jornal Nacional

Governo suspende kit educativo sobre aids

Um material educativo para prevenção de aids dirigido a adolescentes teve sua distribuição suspensa por determinação do governo federal. O kit, formado por seis revistas de histórias em quadrinhos, aborda temas como gravidez na adolescência, uso de camisinha e homossexualidade. A suspensão ocorre quase dois anos depois da polêmica interrupção da distribuição do kit anti-homofobia, por pressão de grupos religiosos.

As revistas em quadrinhos foram produzidas em 2010, numa parceria entre os Ministérios da Saúde, da Educação e organismos internacionais. O material seria usado como apoio do programa Saúde e Prevenção nas Escolas. Em seu primeiro fascículo, procura abordar o preconceito enfrentado por jovens gays.

Embora tenha sido lançado com entusiasmo pelo então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sua distribuição foi abortada pela proximidade com as eleições presidenciais. A ordem era evitar qualquer tipo de conflito ou descontentamento com grupos religiosos.

Neste ano, o material foi resgatado. Cerca de 15 mil exemplares foram distribuídos para os serviços de DST/Aids de 12 Estados.

A operação foi interrompida no fim de fevereiro, por determinação do Planalto, segundo informações obtidas pelo Estado.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no entanto, chama a responsabilidade para ele. “Eu vetei o material”, disse. Segundo ele, a distribuição foi feita sem a sua autorização e sem o seu conhecimento. Ontem, ele enviou um ofício para as secretarias, desautorizando a circulação das revistinhas.

O ministro afirma que a distribuição foi feita a partir do Departamento de DST-Aids. Ele admitiu não saber se o material teve uma nova impressão ou se os kits agora enviados teriam sido produzidos em 2010. Padilha afirmou que a suspensão da distribuição ocorreu apenas esta semana, depois de sua assessoria ter sido procurada pela reportagem do Estado.

Defensores das revistas, no entanto, garantem que a ordem partiu no fim de fevereiro. O Planalto foi procurado, mas não se manifestou.

Investigação

Padilha disse desconhecer como a distribuição ocorreu e afirmou ter encomendado uma investigação. O ministro contou, no entanto, que a ideia de retomar a distribuição dos fascículos foi discutida no início deste ano por um grupo de trabalho formado por integrantes de sua pasta e do Ministério da Educação, mas foi logo descartada. A proposta era usar o material como apoio para o Programa Saúde nas Escola, que, pelo terceiro ano consecutivo elegeu como tema principal o combate à obesidade.

“Nenhum material pode ser usado sem a análise do conselho editorial do ministério”, disse Padilha, acrescentando que os itens distribuídos para escolas têm de passar também pela avaliação do MEC.

Para Padilha, mesmo tendo sido aprovado e lançado no governo passado, o material teria de ser revisto. Além de questões formais, ele diz que as histórias em quadrinhos não trazem as mensagens que sua pasta quer reforçar: que aids não tem cura e que a prevenção é indispensável. O fato de o material já enfatizar a necessidade do uso da camisinha, para Padilha, não é suficiente.

Além de a abordagem não estar de acordo com os padrões atuais determinados pelo ministério, Padilha aponta outros problemas, como a falta de logotipo do governo.

Para defensores das revistas, porém, a suspensão, como em 2010, teria motivação política: evitar ao máximo qualquer tipo de confronto com grupos religiosos e conservadores. Algo essencial, sobretudo quando o nome de Padilha é cogitado para a disputa do governo de São Paulo.

Para lembrar: Dilma vetou kit anti-homofobia

A suspensão da distribuição do material criado para a prevenção de aids entre adolescentes não é a primeira do governo da presidente Dilma Rousseff.

Em maio de 2011, Dilma determinou o cancelamento da entrega de um kit de combate à homofobia, que seria composto por três vídeos e um guia de orientação aos professores, produzido pelos Ministérios da Saúde e da Educação.

Com duração de cinco minutos, os vídeos enfocariam transexualidade, bissexualidade e a relação entre duas meninas homossexuais.

A decisão do governo foi tomada após pressão da bancada evangélica no Congresso, que defendia que o material incentiva a homossexualidade em vez de prevenir a aids.

A polêmica repercutiu na campanha eleitoral para a Prefeitura de São Paulo, realizada no fim do ano passado, que teve o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, como candidato.

Fonte: Estadão

Especialistas pregam prudência após “cura” de bebê com AIDS

A aparente “cura” de um bebê soropositivo tratado menos de 30 horas depois de seu nascimento provocou esperança, mas ainda falta confirmação, alertam os especialistas que apontam que o acesso à prevenção e ao tratamento ainda é ilusório em muitos países.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) comemorou esta novidade que, sujeita a confirmação, “permite esperar que uma cura da Aids é possível para as crianças”, enquanto a cada ano 330.000 crianças nascem contaminadas, principalmente na África sub-saariana.

Mas para a OMS, ainda são necessárias pesquisas complementares.

Ainda estamos longe de poder afirmar que tratar mais cedo e de forma mais agressiva os bebês com alto risco de nascerem infectados permitirá evitar um tratamento para a vida inteira, ressaltaram especialistas entrevistados pela AFP.

“É preciso prudência”, destaca o professor Stéphane Blanche, pediatra especialista em Aids, que considera “o termo cura não pertinente”.

A criança, nascida nos Estados Unidos, foi infectada pelo vírus HIV no ventre materno. O bebê foi tratado com antirretrovirais até seus 18 meses de idade, quando o tratamento foi suspenso. Dez meses depois, os exames não detectaram qualquer presença do HIV no sangue.

A pesquisa é original porque a criança foi tratada muito cedo, desde os primeiros dias de vida, enquanto geralmente os portadores são tratados após algumas semanas (de 15 dias a um mês), revela Blanche.

Esta cura é chamada de “funcional” porque o vírus não é totalmente erradicado do organismo. Neste estado ela se apresenta mais como uma “remissão”, que deve ser acompanhada por mais tempo para verificar se o vírus se reativa, observa por sua vez John Frater da universidade de Oxford.

“Esta mãe descapou da detecção e da prevenção. É preciso evitar esta situação”, indicou Blanche.

Na França, nos último anos, com o tratamento preventivo da transmissão do vírus da mãe para a criança (um coquetel como o administrado ao bebê americano), apenas 0,5% dos recém-nascidos são contaminados.

Mas em alguns países pobres, apenas 60% das mulheres infectadas pelo HIV se beneficiam de uma terapia com antirretrovirais.

Para a cientista Deborah Persaud, do Centro de Crianças do Hospital Universitário Johns Hopkins de Baltimore (Maryland), principal autora do estudo, o tratamento precoce e intensivo do bebê teria impedido que o vírus se instalasse em estado adormecido nos “reservatórios”, de onde poderia ressurgir.

Ela deseja conduzir teste clínicos em um número suficiente de crianças para verificar se este tratamento radical em bebês nas primeiras horas de vida permitirá confirmar o resultado apresentado.

“Será que isso é válido para outras crianças? É preciso esperar para poder dizer”, ressalta Blanche.

“Nós não estamos certos de que este resultado é generalizável e reprodutível”, ressalta o Dr. Harry Moultrie (University the Witwatersrand, África do Sul). Para este especialista sul-africano um caso único não constituiu uma estratégia aplicável a todos.

Nos países pobres e endêmicos de HIV, pensar que faremos testes e trataremos bebês em seus primeiros dias de vida é “ilusório”, acredita Blanche. Quanto a ideia de tratar sistematicamente todo recém-nascido de mãe soropositivo privada de tratamento preventivo durante a gravidez, significaria tratar 80% das crianças, afirma ironicamente.

Fonte: Exame

Camisinhas serão distribuídas em terminais de ônibus de SP no Carnaval

Durante o Carnaval, a São Paulo Transporte (SPTrans), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, vai distribuir camisinhas e fazer a orientação da população por toda a cidade, incluindo terminais de ônibus. A ação quer conscientizar as pessoas sobre os riscos de infecção pelo vírus HIV e lembrar a importância do uso do preservativo nas relações sexuais.

A distribuição começa na sexta-feira, 8 de fevereiro, nos terminais de ônibus de São Mateus, Parelheiros e Varginha. Segundo informações da assessoria de imprensa da SPTrans, o uso do preservativo é a alternativa mais eficaz e segura na prevenção às doenças sexualmente transmissíveis como HIV e, por isso, é implementada a estratégia de distribuição em pontos de grande concentração durante o Carnaval.

As campanhas de conscientização também vão ocorrer durante os desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Anhembi, nos terminais rodoviários da Barra Funda e Jabaquara, durante passagem de blocos carnavalescos e nos ensaios das escolas de samba, diz a assessoria.

Fonte: Terra

Estado de Minas Gerais lança campanha de conscientização do uso de preservativo no Carnaval

Intitulada “Nesse Carnaval, se prepare que eu vou usar!”, a ação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) conta com postais, camisetas, adesivos, outdoor, mídia digital em vários portais eletrônicos e mídia nas rodoviárias e metrôs. Além de uma marchinha de carnaval sobre o tema, que será divulgada em rádios por todo o Estado. Ao todo, segundo a Agência Minas, serão fornecidos 5 milhões de preservativos, distribuídos 1,5 milhão de folders e 1 milhão de adesivos alusivos.

Eles serão entregues em dezenas de cidades mineiras, entre elas: Ouro Preto, Mariana, Diamantina, Pompéu, São João del-Rei, Tiradentes, Capitólio, Escarpas do Lago, Januária, Prados, São Sebastião do Paraíso, Abaeté.

“Na empolgação da comemoração, as pessoas têm o costume de se excederem, principalmente no uso abusivo do álcool, tornando-se bem mais vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis e à aids”, afirma Fernanda Junqueira, coordenadora do Programa Estadual de DSTs e Aids.

Nas estradas das cidades que realizam carnaval de rua, a SES/MG, em parceria com a Polícia Militar, a Secretaria de Estado de Esportes e Juventude e a Secretaria de Estado de Turismo, também distribuirá preservativos e folhetos sobre o tema.

Dados epidemiológicos

A maioria dos casos de aids no Estado de Minas Gerais está concentrada na faixa etária de 20 a 34 anos. Desde o início da epidemia até agora foram notificados 34 mil casos de aids no estado, sendo que os que se afirmam heterossexuais representam 51,23% desse número. Os homossexuais somam 15,55% e os bissexuais 8,17% do total. Os 25,05% restantes são divididos entre hemofílicos, usuários de drogas injetáveis, pessoas que realizaram transfusão de sangue ou que sofreram acidentes e ignorados.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS

“Coquetel do dia seguinte” pode evitar infecção pelo HIV, mas estratégia é pouco difundida no país

Um tratamento disponível em serviços de atendimento especializado e em emergências de hospitais públicos de todo o país pode evitar a infecção pelo HIV em pessoas que passaram por algum tipo de situação de risco – como sexo desprotegido ou rompimento do preservativo.

A chamada profilaxia pós-exposição, também conhecida como coquetel do dia seguinte, tem como base uma combinação de três medicamentos antirretrovirais e deve ser iniciada até 72 horas após o evento considerado de risco.

O infectologista do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal, lembra que, até 2010, o tratamento era indicado apenas para casos de acidente entre profissionais de saúde (quando há exposição ao vírus), para vítimas de violência sexual e para casais sorodiscordantes (quando apenas um dos parceiros é soropositivo).

Atualmente, o serviço está disponível para toda a população. Segundo Hallal, é preciso passar por uma avaliação de risco, feita por um profissional de saúde, antes de iniciar o uso do coquetel, que deve ser mantido por um período de quatro semanas. Os efeitos colaterais, apesar de fracos, incluem náusea, vômitos, sensação de fraqueza e cansaço.

“O papel da profilaxia é tentar evitar que a pessoa se infecte com o HIV. Além disso, ela traz alguns outros ganhos, já que acaba atraindo as pessoas aos serviços de saúde, o que permite trabalhar também o diagnóstico, o aconselhamento e as estratégias de prevenção, de redução de risco e de vulnerabilidade”, explica.

O coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Pedro Chequer, avalia que o coquetel do dia seguinte é uma estratégia pouco difundida no país. “Falta informação. As pessoas não conhecem”, diz. “E, nesses casos, quanto mais rápido começar o tratamento, melhor. O ideal é que seja em menos de 48 horas”, completa.

Chequer alerta, entretanto, que a estratégia não pode se transformar em rotina e que as pessoas não podem abrir mão do preservativo. Trata-se, segundo ele, de uma medida de exceção, uma vez que não há 100% de eficácia no bloqueio ao vírus. “Não é uma vacina”, ressalta.

Dados do Unaids apontam aumento de novas infecções por HIV no Brasil entre mulheres jovens e gays jovens, sobretudo com idade entre 15 e 24 anos. Essa faixa etária, de acordo com o coordenador, precisa de uma abordagem de prevenção “continuada, objetiva e sem preconceito”, para que busquem os serviços de saúde quando houver necessidade.

“A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) recomenda que a educação sexual seja iniciada a partir dos 5 anos. No Brasil, isso acontece a partir dos 12 anos. Essa onda conservadora e forte preocupa, já que a necessidade é cada vez maior de abordarmos temas como a diversidade sexual”, destaca.

Fonte: UOL Notícias