Novo anel intravaginal previne contra vírus da Aids e gravidez indesejada

Um novo anel intravaginal foi desenvolvido para agir contra o vírus da Aids e a gravidez indesejada ao mesmo tempo. O produto, apresentado nesta semana na reunião anual da Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos, no Estado norte-americano do Texas, deve começar a primeira fase de ensaios clínicos em mulheres no início de 2014. As pacientes serão divididas em dois grupos: um receberá o anel de dupla proteção e o outro, apenas prevenção contra o HIV.

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Segundo os cientistas, da organização de pesquisa em saúde reprodutiva Conrad e da Universidade de Utah, o anel de poliuretano foi desenvolvido para durar 90 dias, período no qual deve liberar alta dosagem da substância anti-HIV tenofovir e baixa dosagem do contraceptivo levonorgestrel, um tipo sintético de progesterona (hormônio feminino).

O tenofovir é o único composto que tem se mostrado eficaz para redução da transmissão sexual do HIV quando formulado em gel. E os níveis da substância liberados pelo anel intravaginal foram iguais ou até superiores aos da aplicação em gel, destacaram os pesquisadores Meredith Clark e David Friend, da Conrad.

A equipe responsável pelo trabalho realizou testes in vitro e comparou os resultados com estudos farmacocinéticos (o caminho que um medicamento percorre no organismo, desde a ingestão até a excreção) feitos durante três meses em coelhos e ovelhas.

A necessidade desse anel surgiu porque a maioria das gestações indesejadas no mundo ocorre em regiões pobres onde a pandemia de HIV é mais prevalente, como a África Subsaariana. Atualmente existem 35,3 milhões de pessoas vivendo com o vírus da Aids no mundo.

Fonte: O Tempo

Infectologista alerta para atenção global com a AIDS

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Apesar da queda generalizada nas taxas de mortalidade da Aids, a doença está presente em todo o mundo e nenhum país está isento de dar continuidade às medidas de prevenção e combate, disse o infectologista e professor de medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu Alexandre Naime Barbosa.

Entre 2006 e 2010, as mortes em decorrência da Aids aumentaram em 98 países, como mostra o estudo O Peso do HIV: Percepções a partir do Estudo Global sobre o Peso de Doenças 2010, do Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde, da Universidade de Washington. 

“As barreiras econômicas, culturais e geográficas estão cada vez mais tênues hoje em dia. Portanto, não há lugar para estigmatizar países de maior risco, todos os locais sofrem com a epidemia e devem somar esforços para uma luta diária contra o HIV”, avaliou Naime.

Dados divulgados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) indicam que a epidemia foi globalmente interrompida e revertida. No entanto, no Brasil, segundo o estudo, a Aids é apontada como a 11ª causa de doenças incapacitantes ou de redução de vida. Dos 17 países da América Latina, Colômbia, Honduras, Panamá e Venezuela têm a aids como uma das dez principais causas de doenças incapacitantes.

“A mortalidade por aids no Brasil tem caído muito nos últimos anos, graças ao sucesso do programa que garante acesso aos medicamentos anti-HIV. Porém, esse dado positivo não pode ser traduzido em uma sensação de falsa segurança. Esse tipo perigoso de banalização não leva em conta os múltiplos efeitos adversos a curto, médio e longo prazo, bem como o estigma e o preconceito que ainda sofrem as pessoas vivendo com HIV/aids”, explicou o infectologista.

O médico é enfático ao defender a prevenção da doença. “O recado é bem simples e conhecido, porém atual e necessário: use o preservativo em todas as relações sexuais”.

Fonte: Info

‘Transando Saúde’ faz palestras sobre prevenção contra DSTs/Aids no Amapá

O projeto “Transando Saúde” realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) promoverá até 20 de setembro um ciclo de palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis. As palestras acontecerão na biblioteca do Sesc no Amapá e serão voltadas para os comerciários.

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No Brasil, há 608.230 casos registrados de Aids (doença já manifestada), de acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS). Somente em 2010, foram notificados 34.218 caos da doença e a taxa de incidência de Aids no país foi de 17,9 casos por 100 mil habitantes.

De acordo com o MS, existem mais casos da doença entre os homens do que em mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos.

“O HIV e as doenças sexualmente transmissíveis não escolhem raça, religião ou etnia para serem contraídas. Diante do contexto, é inegável a importância do conhecimento em educação em saúde como elemento básico e único para a prevenção desses agravos”, comenta a coordenadora estadual de DST/Aids, Silvia Maués. Técnicos da Coordenação Estadual de DST/HIV/Aids serão os palestrantes.

Fonte: G1

Problemas bucais podem indicar AIDS

O que é HIV/AIDS?
HIV (vírus de imunodeficiência humana) é o vírus que causa a AIDS. Este vírus é transmitido de uma pessoa para outra através do contato com o sangue (transfusões de sangue, agulhas infectadas com HIV) e relação sexual. Além disso, uma mulher grávida que esteja infectada pode transmitir o HIV para o seu bebê durante a gestação ou parto, como também através da amamentação.

 

AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida) ocorre quando a infecção pelo HIV enfraquece o sistema imunológico da pessoa até o ponto em que ela não consegue combater certas doenças e infecções. Infecções “oportunistas” também podem ocorrer, aproveitando-se da fraqueza do sistema imunológico.

 

Como saber se estou com HIV/AIDS?
Problemas dentários como gengivas machucadas e sangrando, feridas de herpes na boca e infecções por fungos (sapinho), podem ser os primeiros sinais clínicos de AIDS. No entanto, se você tiver alguns destes sintomas não deve concluir que está infectado pelo vírus, uma vez que eles ocorrem também na população em geral. A única forma de se saber ao certo se está infectado é fazendo o teste de HIV. Consulte seu médico ou qualquer outro profissional da área de saúde.

 

Um teste de HIV positivo não significa que você tenha AIDS. A AIDS é um diagnóstico feito pelo médico, com base em critérios específicos. Também não se pode confiar nos sintomas para saber se está ou não infectado pelo HIV. Muitas pessoas que estão infectadas pelo vírus não apresentam nenhum sintoma durante muitos anos.

 

Os sinais abaixo podem servir como alerta para a infecção pelo HIV:
– Perda de peso acelerada
– Tosse seca
– Febre constante ou sudorese noturna intensa
– Glândulas linfáticas inchadas nas axilas, virilha e pescoço
– Diarreia que dura mais de uma semana
– Manchas brancas ou manchas estranhas na língua, na boca ou na garganta
– Pneumonia
– Manchas vermelhas, marrons, rosas ou púrpuras na pele, ou dentro da boca, nariz ou pálpebras
– Perda de memória, depressão e outras alterações neurológicas

 

Como evitar o HIV/AIDS?
A transmissão pelo HIV pode ocorrer quando o sangue, sêmen, fluido vaginal ou leite materno de uma pessoa infectada penetra no seu corpo. A melhor maneira de evitar a contaminação pelo HIV é não praticando atividades de risco que permitam que o vírus entre em seu corpo. Para maiores informações sobre a prevenção contra o HIV/AIDS, consulte um médico ou outro profissional da área de saúde. Informações podem ser também obtidas na Secretaria da Saúde do Estado ou da Prefeitura de sua cidade.

 

Muitas pessoas se preocupam com o risco de infecção através da transfusão de sangue. Doar sangue não oferece nenhum risco de contrair o vírus HIV.

 

Posso contrair HIV no consultório dentário?
Devido à natureza do tratamento dentário, muitas pessoas temem que o HIV possa ser transmitido durante o tratamento. Precauções universais são utilizadas para a limpeza do consultório, dos equipamentos e instrumentos utilizados pelo dentista, entre cada um dos pacientes a fim de prevenir a transmissão do HIV e outras doenças infecciosas. Isto é a lei!

 

Estas precauções exigem que os dentistas e assistentes utilizem luvas, máscaras e proteção para os olhos, e que esterilizem todos os instrumentos manuais (motores) e outros instrumentos dentários para cada paciente, utilizando os procedimentos de esterilização específicos determinados pela Vigilância Sanitária. Os instrumentos que não puderem ser esterilizados devem ser descartados em lixos especiais. Após cada consulta, as luvas são descartadas, as mãos são lavadas e um novo par de luvas é utilizado para o próximo paciente.

 

Se você estiver ansioso, alguns minutos de conversa com seu dentista para tirar quaisquer dúvidas que possa ter sobre saúde e medidas de precaução podem deixá-lo mais tranqüilo.

 

Como tratar HIV/AIDS?
Atualmente existem tratamentos médicos que podem retardar a velocidade com que o HIV enfraquece o sistema imunológico. Existem outros tratamentos que podem prevenir ou tratar algumas das doenças associadas à AIDS. Assim como outras doenças, o diagnóstico precoce oferece mais opções de tratamento.

Fonte: Portal Terra

Informação precoce é arma contra a Aids

O ano de 2005 bateu o recorde de novos casos de contaminação pelo HIV: 4,9 milhões de pessoas foram infectadas no mundo, segundo levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado há uma semana.

Reunidos no 14º Congresso Brasileiro de Infectologia, que acontece em Belo Horizonte, especialistas avaliam que, para barrar o avanço da doença, é necessário antecipar as ações educativas e preventivas tendo como principal alvo os pré-adolescentes, ou seja, aqueles que ainda não iniciaram sua vida sexual.

“É preciso mudar o comportamento de quem já iniciou a vida sexual, mas é fundamental criar um novo comportamento entre os mais jovens para que eles cresçam sabendo como lidar com a doença”, afirmou Luiz Antônio Loures, vice-diretor da Unaids, organismo da ONU de combate à Aids.

Segundo o especialista, o entrave à prevenção não é a falta de informação e sim os tabus sociais envolvendo a questão do sexo, o que dificulta colocar em prática o conhecimento adquirido.

Para o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Antônio Toledo, o combate à doença deve, também, levar em conta o contexto socioeconômico do segmento social ao qual se dirige a campanha contra a Aids e critica os programas públicos de prevenção por ignorarem esse fato.

Preconceitos 
O presidente da comissão científica do congresso, Dirceu Bartolomeu Greco, compartilha dessa idéia. “Existe o problema do gênero. Por exemplo, o preconceito contra a mulher que anda com camisinha na bolsa”, disse.

Ele ainda chama a atenção para comportamentos comuns, mas perigosos, como o de pessoas que deixam de usar o preservativo por acreditar que a estabilidade da relação põe fim ao risco ou o de pessoas habituadas a usar o preservativo e que acabam abrindo exceções.

Os especialistas apontam, ainda, para outro desafio a ser vencido na luta contra o HIV: o problema da discriminação. “As pessoas vêem a Aids como um problema alheio e os portadores como um problema para a sociedade”, afirma Loures.

A discriminação, informam, ocorre principalmente na América Latina, onde atualmente há o maior crescimento no número de contaminados: 200 mil novas infecções só em 2005.

Vacina 
Em 2005 a Aids, no mundo, consumiu investidos de US$ 8,3 bilhões. Um valor bem maior do que o de 1996, de US$ 300 milhões, e inferior ao previsto para 2007: US$ 20 bilhões.

Apesar do aumento nas cifras, Loures afirma que os recursos são insuficientes para buscar uma vacina e não arrisca fazer previsões para a descoberta do medicamento. Por outro lado, o especialista explica que houve um avanço científico, resultando em tratamentos mais efetivos e menos tóxicos ao paciente.

O problema dos medicamentos mais recentes é o preço, o que restringe seu consumo em países economicamente atrasados. A solução para isso, segundo o especialista, seria existir uma maior solidariedade internacional, além da busca de formas alternativas para baratear o custo dos medicamentos como a produção de genéricos.

Os especialistas continuam reunidos até o próximo dia 30, no Minascentro. Além da Aids, durante o evento também serão debatidos temas como doenças emergentes ” como a gripe aviária “, transmissão de tuberculose e tratamento de hepatite.

Fonte: O Tempo

Correios capacitam 117 mil funcionários sobre aids e outras doenças

Cerca de 117 mil funcionários dos Correios serão capacitados sobre a prevenção e o diagnóstico da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). A segunda fase da campanha Correios contra a Aids foi lançada nesta terça-feira e prevê ainda a distribuição de material informativo ao público em geral em 150 agências do Rio Grande do Sul, da Bahia e do Amazonas.

De acordo com o vice-presidente de Gestão de Pessoas dos Correios, Larry Manoel Medeiros de Almeida, as ações devem atingir até 500 mil pessoas, considerando empregados e estagiários, além de parentes, dependentes e comunidades onde essas pessoas vivem.

“Estaremos trabalhando fortemente na educação, capacitando nossos trabalhadores por meio de cursos. Eles poderão, a partir dali, com esse conhecimento, serem disseminadores na luta da campanha contra a aids”, explicou.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a campanha é importante em razão da capilaridade dos Correios. Ele lembrou que algumas parcelas da população, como homens jovens, não têm o hábito de frequentar unidades de saúde e podem ampliar o conhecimento sobre a prevenção e o diagnóstico da aids por meio das agências dos Correios.

“As pessoas, às vezes, têm medo de saber a sua condição – se estão infectadas ou não. Saber se está infectado é muito importante para a própria pessoa, porque ela vai começar a se tratar mais cedo, a ter melhor qualidade de vida. Também é muito importante porque uma pessoa que está em tratamento praticamente elimina a possibilidade de transmitir para outras pessoas”, destacou.

Dados da pasta indicam que, no Brasil, a prevalência do HIV está em torno de 0,4% a 0,5% da população, índice considerado baixo na escala mundial. Jarbas ressaltou, entretanto, que o País registra uma espécie de epidemia concentrada de aids, uma vez que jovens gays, travestis e profissionais do sexo, por exemplo, chegam a registrar uma prevalência de até 10%.

“Esses grupos têm que ter muito cuidado, usar a camisinha e procurar conhecer a sua situação porque, entre eles, o risco de um estar com HIV é 20 vezes maior que o da população em geral”, alertou.

Fonte: Terra

Ativistas se dizem chocados com restrições de horário para realização do teste rápido de HIV na cidade de São Paulo

A denúncia de que os horários para a realização do teste rápido do HIV estão sendo restritas na cidade de São Paulo chocou ativistas. Para eles, isso é um “retrocesso” e um “desestímulo” à testagem como forma de prevenção. 

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Segundo divulgou no sábado passado o jornal Agora, 23 dos 25 SAEs não cumprem o horário de atendimento divulgado no site. O texto destacou que há centros que não atendem todos os dias, e outros que fazem o teste em apenas um período (saiba mais). 

Para o presidente do Fórum de ONG/Aids de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, “isso é muito grave”. Ele afirma que ainda vai apurar o que está acontecendo e que, se for necessário, irá “acionar o Ministério Público para que o problema seja investigado”. 

“Essa postura está em desencontro com o que já foi acertado na época que foi lançada a iniciativa (da testagem rápida). Isso está sendo um desestímulo e indo totalmente contra a política de incentivo do teste, ainda mais no maior município do País”, argumenta. 

O professor e especialista em Saúde Pública, Mario Scheffer, lembra que o teste rápido é importante para evitar o problema da pessoa não voltar para buscar o diagnóstico, evitando, muitas vezes, a descoberta da doença apenas em um estágio mais avançado. “É inadmissível existirem obstáculos para a pessoa realizar o exame quando ela quer”, opina. 

“Normalmente a população procura o serviço quando foi exposta a infecção, e dificultar ou negar o acesso ao teste é, na verdade, negar o direito dessa pessoa de receber o diagnóstico”, explica. Ele ainda defende que o serviço deve estar disponível durante todo o horário de funcionamento do SAE. “Afinal, qual é o sentido de um serviço especializado se ele não está disponível justamente para quem o procura?”, completa.

O coordenador do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo Lima Filho, afirmou que o que está acontecendo é um verdadeiro “sucateamento” dos serviços de teste rápido. “Estão acabando com o pouco que tinha e que era bom”. O ativista ainda completa que essa restrição está indo na contramão da história. “Eu nunca pensei que São Paulo fosse ser um mau exemplo na testagem, que até então estava indo tão bem”, comenta. 

O presidente do Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids), Américo Nunes, disse ter ficado “muito surpreso” com a denúncia, pois se reuniu recentemente com o Secretário Adjunto de Saúde, Paulo de Tarso Puccini, que não comentou sobre o assunto.

Secretaria de Saúde informa que são oferecidas capacitações para realização do teste periodicamente

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde informa que o município tem 25 serviços especializados em DST/Aids, sendo 10 Centros de Testagem e Aconselhamento e 15 Serviços de Assistência. Os horários divulgados no site são os de funcionamento desses serviços, não especificando horários de testagem. 

Sobre a realização de testes em horários específicos, a pasta ressalta que isto ocorre mais em casos de realização do teste rápido de HIV, uma vez que o procedimento requer treinamentos específicos e profissionais de nível superior da área da saúde. “Estas informações são frequentemente passadas por telefone para otimização do fluxo do serviço. No entanto, ao chegar a um serviço especializado, o usuário é acolhido por um profissional e lhe é ofertada a sorologia convencional (coleta de sangue)”, diz em nota.

A secretaria destaca ainda “que são realizadas capacitações periódicas de profissionais para a realização do teste rápido”.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS