Dilma visita Itapira para ampliação de fábrica de medicamentos contra Aids

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A presidente da República, Dilma Rousseff (PT), esteve em visita à região de Campinas (SP), na cidade de Itapira (SP), na manhã desta terça-feira (13), para a inauguração da nova ala de uma indústria farmacêutica que será voltada para fabricação de medicamentos de combate ao câncer e também do tratamento de doenças, como a Aids e a hepatite.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também devem participar da cerimônia, que, de acordo com a assessoria de imprensa do laboratório Cristália, terá início a partir das 11h.

Durante o programa de rádio oficial “Café com a presidenta” desta segunda, Dilma mencionou a visita e defendeu parcerias do governo com a iniciativa privada do setor de fármacos para garantir qualidade e barateamento de remédio para a população.

“Ela [a nova fábrica] foi construída com base nesta parceria da iniciativa privada com financiamento do BNDS e da Finep. Cada parceria para a produção de medicamentos que nós fechamos com laboratórios significa mais medicamentos de qualidade e, óbvio, uma importante economia para o Ministério da Saúde”, falou a presidente.

De acordo com o laboratório, foram investidos R$ 80 milhões na construção da nova unidade, que vai funcionar no complexo industrial do Cristália, para a produção de hormônio do crescimento humano e do interferon, usado no tratamento de doenças virais. A mesma farmacêutica também anunciou que uma fábrica voltada para a produção de medicamentos biológicos entrará em funcionamento no local até 2014.

Fonte: G1

Frascos de remédios contra Aids são jogados em complexo esportivo no PI

Vários frascos de medicamentos usados no tratamento da Aids foram encontrados  abandonados nesta ultima segunda-feira (15) no  Complexo Esportivo e Cultural Antônio Rodrigues da Costa, no bairro Mocambinho, Zona Norte de Teresina. O local está abandonado e tem sido usado como depósito de lixo.

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Caixas dos remédios Reyataz, Mapitrim e Altiva  estavam próximo ao vestiário do complexo esportivo, que segundo, um vigia – que trabalha perto do local – está abandonado há meses. “O local é utilizado constantemente como depósito de lixo e de animais mortos”, afirmou o vigia que não quis se identificar.

Por volta das 12h desta segunda-feira uma equipe da Vigilância Sanitária Municipal esteve no local e recolheu o material. Segundo o fiscal Jobert Aires, os medicamentos que foram achados no local são indicados no tratamento da Aids. Ele afirmou ainda que através do lote será possível identificar a quem pertencia os remédios.

“O que mais chama atenção neste caso é o fato de várias caixas e frascos terem sido jogados em grande quantidade, quando o normal é a  pessoa jogar no lixo assim que termina sua utilização. Entretanto, vamos recolher o material, fazer uma análise e descobrir de onde veio a medicação”, disse o fiscal.

Fonte: G1 / Piauí

 

Cientistas anunciam mais um avanço na luta contra a Aids

Cientistas anunciaram mais um avanço na luta contra a Aids: um grupo de 14 adultos se livrou do vírus com um tratamento precoce e não voltou a apresentar sinais da doença, mesmo depois de deixar de tomar o coquetel de remédios.

Os cientistas acreditam que foi fundamental detectar a doença na fase inicial do contágio e começar o tratamento imediatamente. O Instituto Pasteur, em Paris, analisou 70 pessoas contaminadas pelo HIV que passaram a tomar os medicamentos de 35 a 70 dias após a infecção.

Os cientistas usaram um coquetel de drogas antirretrovirais para tratar os pacientes. Os remédios funcionaram como de costume, reduzindo o vírus a um nível baixo em todos os infectados. Quando o tratamento foi interrompido por longo prazo, o vírus voltou a se multiplicar no organismo da maioria dos pacientes. Mas 14 pessoas – dez homens e quatro mulheres – conseguiram manter o vírus sob controle.

Eles tiveram a chamada “cura funcional”. Continuam contaminados pelo HIV, só que mesmo sem tomar remédios, a Aids não se manifesta.

Segundo o cientista-chefe da pesquisa, o espanhol Asier Sáez-Cirión, entender como alguns pacientes conseguem regular o vírus pode apontar para o caminho dessa cura funcional. Mas doutor Asier alerta: “Ninguém deve suspender os remédios sem orientação médica”. Ele destaca a importância do exame periódico para detectar o HIV o quanto antes.

Há duas semanas, médicos americanos anunciaram que um bebê do Mississipi havia sido curado da Aids. E, neste caso, o tratamento precoce também foi crucial. O bebê soropositivo começou a tomar os remédios contra o HIV 30 horas depois de nascer. Um mês após o início do tratamento, o vírus não foi mais detectado.

Fonte: Jornal Nacional

Saúde: rótulo nacional em remédios de Aids e Câncer

Em 2013 começa a distribuição na rede pública de saúde  de um novo medicamento com rótulo nacional para o tratamento da Aids: o Sulfato de Atazanavir. No dia 30 de novembro, véspera do Dia Mundial da Luta Contra a Aids, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve na cerimônia de oficialização do processo de transferência de tecnologia para a produção do medicamento no País.

Em 19 de dezembro de 2012, Padilha oficializou também o recebimento do primeiro lote nacional do medicamento biotecnológico oncológico Mesilato de Imatinibe, indicado para o tratamento de Leucemia Mielóide Crônica (LMC) e Estroma Gastrointestinal (tumor maligno do intestino).

O Mesilato de Imatinibe será suficiente para atender a toda a demanda do Sistema Único de Saúde – aproximadamente oito mil pacientes hospitalizados. A previsão para 2013 é que sejam entregues ao SUS cerca de 4 milhões de comprimidos do remédio. Já o antirretroviral, também distribuído aos pacientes do SUS, hoje é utilizado por aproximadamente 45 mil pessoas, cerca de 20% do total de pacientes.

A produção nacional do Atazanavir foi originada a partir da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada entre o Ministério da Saúde – por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – e o laboratório internacional Bristol-Myers Squibb. O medicamento oncológico também é fruto de uma PDP que envolve os mesmos laboratórios da Fiocruz e o Instituto Vital Brazil da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, além de cinco empresas privadas.

Com a iniciativa, estima-se que a economia para o Sistema Único de Saúde chegue a R$ 337 milhões, em cinco anos, com o Mesilato de Imatinibe, e a R$ 385 milhões com o Atazanavir. “O ministério reforça o compromisso de fortalecer o Complexo Industrial de Saúde e aumentar, progressivamente, a autonomia do país na produção de medicamentos”, afirmou o ministro, durante o evento em que recebeu os remédios para tratamento do câncer (leucemia e tumor maligno do intestino) realizado em dezembro, no Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro.

Fonte: JB

Papa pede maior acesso de crianças a remédios contra a Aids

O Papa Bento XVI lembrou nesta quarta-feira as crianças que sofrem de Aids, e pediu a ampliação de seu acesso aos remédios contra a doença, que causa milhões de mortes por ano em todo o mundo.

O pedido foi feito às vesperas do 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids.

“Penso no grande número de crianças que, anualmente, contraem o vírus de suas mães, apesar da existência de tratamentos para impedi-lo”, disse o Papa durante a tradicional audiência das quartas-feiras na sala Paulo VI do Vaticano.

Bento XVI citou os “sofrimentos trágicos” causados pela doença nas “regiões mais pobres do mundo”.

Segundo organizações internacionais, 70% dos infectados estão na África, continente devastado pela Aids.

O Papa lembrou ainda o papel das organizações católicas que trabalham pelo mundo na prevenção, tratamento, cura e ajuda a doentes, viúvos e órfãos da Aids.

Fonte: Portal Terra

Para especialistas, tratamento da aids para crianças melhorou, mas ainda é bem inferior em relação aos adultos

Os primeiros tratamentos pediátricos da aids eram adaptações de remédios para os adultos com dosagens menores para as crianças. Nos últimos anos, no entanto, vários antirretrovirais passaram a ser incluídos no consenso terapêutico infantil contra a doença, mas as opções ainda estão longe de ser o ideal e ficam atrás das novidades voltadas aos mais velhos, avaliam especialistas.

No Brasil, de 1980 a junho de 2011, foram notificados 14.127 crianças menores de cinco anos com aids. Em 2010, foram 482 novos casos nesta faixa etária, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

Infectadas quase sempre pela via vertical, ou seja, da mãe para o bebê no momento do parto ou no aleitamento, as crianças filhas de mulheres soropositivas ganharam recentemente no Brasil mais uma opção para a profilaxia. O governo anunciou a introdução da Nevirapina em xarope para a prevenção da transmissão vertical.

“O novo medicamento faz parte de uma série de intervenções implantadas pelo Ministério para reduzir este tipo de transmissão. Nos últimos 12 anos, conseguimos uma queda de 49,1% no número absoluto de casos de aids em crianças menores de cinco”, explica o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

No ano passado, outros novos medicamentos passaram a ser usados também no tratamento pediátrico da aids: Darunavir, Tipranavir, Fosamprenavir e Ritonavir. Em 2010, o antirretroviral Kaletra “em baby dose” ficou disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

José Araújo Lima, coordenador do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), já trabalhou por muitos anos com crianças portadoras do HIV e aids. Para ele, apesar dos recentes avanços no tratamento pediátrico, as crianças sempre estiveram em segundo plano no âmbito das pesquisas. “Elas tomavam medicamentos adaptados dos adultos. Ainda falta sensibilidade dos laboratórios para pesquisar um tratamento adequado para elas”, critica. “A inclusão do xarope ajuda, mas está longe de ser o tratamento ideal”, completa.

Fabrício Rodrigues, hoje com 19 anos, conta que desde que se descobriu soropositivo, aos 14 anos, vem tendo problemas com os remédios. O jovem já trocou os medicamentos duas vezes e diz que somente há seis meses o mal estar melhorou.

Segundo ele, desde o início da medicação ele se sente mais cansado, o que mudou um pouco a sua rotina. “Nunca foi fácil tomar o remédio, ainda mais quando criança, pois tenho problemas com comprimidos e preciso diluir na água”, conta.

Para André Duarte, de 24 anos, a experiência com o tratamento foi melhor, mas o jovem que foi diagnosticado com HIV aos dois anos se recorda dos vários remédios que teve que tomar. “Não foi legal, mas sobrevivi”, diz. “Os medicamentos são necessários, e criança se acostuma com qualquer coisa”, completa, em relação à quantidade de medicamentos ingerida.

Crítica da necessidade de melhores medicamentos para as crianças, a infectologista do Hospital Emílio Ribas de São Paulo e uma das principais referências nacionais na aids pediátrica Marinella Della Negra avalia que as condições de tratamento hoje já estão bem melhores.

“Até protocolos de pesquisa já estão sendo feitos mais rapidamente para as crianças. O tempo de liberação da droga para elas também diminuiu”, comenta.

Marinella garante, no entanto, que novos medicamentos pediátricos são sempre bem-vindos, pois aumentam as possibilidades da composição da terapia. “A criança pode ter intolerância a um medicamento e não ter a outro. Quanto mais medicamentos, melhor, porque você pode usá-los de uma forma escalonada”, completa a infectologista.

Uma das principais metas do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids) é ajudar os países a zerar a transmissão vertical do HIV até 2015, diminuindo assim os casos de aids nas crianças.

Segundo Dirceu Greco, o Brasil caminha para o cumprimento desta meta.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS

Para especialistas, antirretrovirais produzidos no Brasil fortalecem a indústria nacional, mas ainda são muito caros

Desde que começou a distribuir os antirretrovirais para o tratamento da aids gratuitamente em 1996, o governo brasileiro garantiu melhorias na qualidade de vida dos portadores do HIV. Hoje, 10 dos 20 remédios que compõem o coquetel antiaids são fabricados no Brasil e outros quatro estão em processo de transferência de tecnologia. A medida fortaleceu a indústria brasileira, mas especialistas questionam o preço desta produção nacional, pois acreditam que o valor está mais elevado do que no mercado internacional.

Felipe Carvalho atua na área de patentes da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), no Rio de Janeiro. Para ele,a produção nacional do antirretroviral Tenofovir é um bom exemplo desta relação entre o fortalecimento da indústria local e o preço gasto. “Não pagamos só pelo medicamento, mas também pelo conhecimento, e o Brasil também não tem competitividade de mercado para ter um preço tão baixo”, comenta.

Felipe, no entanto, afirma que o Tenofovir é um caso emblemático, pois a sociedade civil teve um papel importante no combate a seu monopólio. “Ele nem chegou a ser patenteado por causa da pressão exercida, mas realmente o que é produzido aqui é muito mais caro”, disse.

Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a produção nacional do Tenofovir sai por R$4,02 cada comprimido, para um quantitativo de 39,6 milhões de comprimidos. O órgão informa queo remédio é adquirido por meio de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), estabelecida em 2009, e que a economia gerada sobre o produto final é superior a R$ 100 milhões desde o início desta parceria, quando o custo por comprimido era de R$6,35 (na última compra realizada antes do acordo).

O consultor da ABIA alerta que mesmo que o custo deste antirretroviral ainda não esteja ameaçando a sustentabilidade do Programa de Aids, é necessário se atentar a ele, pois há uma expectativa de que o governo coloque mais pessoas em tratamento, já que as últimas recomendações do Ministério da Saúde são para que a terapia antirretroviral comece mais cedo. Segundo Felipe, a ABIA está tentando obter com o governo a explicação do porque do preço tão elevado do Tenofovir. “Queremos entender onde está o ponto que o encarece tanto”, disse.

Felipe reconhece que a produção local de medicamentos é uma estratégia que desenvolve a indústria nacional, mas acredita que é necessário manter um preço que não “estoure” o sistema. “Ainda não foi muito debatido qual o limite para isso, temos muitas dúvidas. Quando temos essa diferença tão grande de preços, questionamos até que ponto a produção nacional é uma escolha sábia”, resume.

No 6° Encontro Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos (ENIFarMed), realizado em São Paulo no mês de agosto, a consultora de medicamentos e patentes Eloan Pinheiro também questionou o preço do Tenofovir. Elacitou “US$1500 pelo quilo”, o dobro do preço do mercado internacional. Para ela, o preço dos antirretrovirais brasileiros é sim competitivo com o mercado internacional, com exceção deste medicamento.

No entanto, Eloan acredita que o preço do produto acabado ainda está muito caro e que essa questão precisa ser olhada com mais cuidado pelo Ministério da Saúde: “afinal, se conseguirem diminuir o preço, você pode aumentar o número de pessoas em tratamento utilizando o mesmo orçamento”, defende.

“É preciso saber o porquê dos preços do Ministério não mudarem já há algum tempo, porque não tem lógica. O preço da matéria-prima dos produtos usados na fase inicial do tratamento antirretroviral, como a Lamivudina, é igual ao do mercado internacional. O Tenofovir tem a matéria prima custando duas vezes mais, mas ainda não justifica o preço final do produto, da formulação”, afirmou Eloan.

Em relação a este assunto, a assessoria de imprensa do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais informa que o Ministério acredita ser necessário o desenvolvimento e a produção do Insumo Farmacêutico Ativo em território nacional, conforme prevê a Parceria de Desenvolvimento Produtivo.

Para Eloan, “a produção nacional é absolutamente necessária”. Ela afirma que o Brasil tem pontos favoráveis, como o número de habitantes, um grande PIB, uma área de desenvolvimento razoável e grande formação técnica nas universidades, mas é muito dependente das matérias primas. “Para reverter essa situação o País tem que ter possibilidade de não ter dependência pelo menos daquilo que é absolutamente estratégico”, pontua.

Na opinião da consultora, os laboratórios públicos acabam sendo uma ferramenta do governo para equalizar preços, regular e identificar os problemas. “Eles fazem coisas e iniciam ações que só poderiam ser feitas por eles. Podem, por exemplo, induzir desenvolvimentos prioritários”.

O Ritonavir, outro antirretroviral disponibilizado pelo SUS, teve seu custo alterado recentemente, devido à troca do laboratório que o fornece ao governo. O medicamento era fornecido anteriormente pela Abbott internacional, mas mudanças nas regras do pregão de compras, baseadas no Tribunal de Contas da União (TCU), não permitiram que a empresa concorresse. Competindo com a Abbott Brasil, a Cristália, também brasileira, levou a melhor e passa agora a fornecer o medicamento.

No entanto, segundo o diretor técnico da Interfarma, Pedro Bernardo, o gasto pelo lote de 20.700 cápsulas passou de R$13,8 milhões para R$17,2 milhões. O governo afirma que o laboratório Cristália, vencedor do pregão, apresentou um valor 253% menor do que o concorrente.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, “a produção nacional visa, entre outros benefícios, o desenvolvimento do complexo industrial do País, a redução de preços, o aumento ao acesso da população aos medicamentos e, principalmente, à maior autonomia do País frente ao mercado internacional”.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS