Bactérias do intestino têm papel importante na progressão do HIV

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A progressão do HIV para a Aids – que ocorre quando as defesas enfraquecidas do corpo permitem que vírus e bactérias infectem o organismo – pode estar diretamente relacionada aos tipos de bactérias presentes no intestino do paciente. Ao chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) levantam a possibilidade de desenvolver uma estratégia que envolva a restauração da flora intestinal para desacelerar o avanço do HIV.

O estudo, publicado nesta quarta-feira (10) na revista “Science Translational Medicine”, constatou que as comunidades bacterianas encontradas em pacientes HIV positivos com doença avançada eram muito diferentes daquelas encontradas em pessoas não infectadas.
Especialmente as bactérias associadas a outras doenças – como Pseudomonas, Escherichia coli, Salmonella e Staphylococcus – estão muito mais presentes em pacientes com HIV avançado.

A teoria dos pesquisadores é que, no paciente com HIV, essas bactérias nocivas contribuem para destruir a barreira imune que existe na parede do intestino, que tem a função de evitar que substâncias prejudiciais presentes no intestino entrem para a corrente sanguínea. Dessa forma, abrem caminho para outras bactérias circularem livremente por todo o corpo, levando a um processo de inflamação generalizada, o que acelera a progressão do HIV para Aids.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram a flora intestinal de 25 pessoas, utilizando técnicas avançadas para a identificação das comunidades bacterianas. Eles compararam 7 pacientes com HIV não tratados (incluindo seis com infecção ativa e um que, mesmo depois de 21 anos de infecção, nunca desenvolveu Aids); 18 pacientes tratados (que haviam reduzido o HIV a níveis indetectáveis) e 9 indivíduos não infectados.

“Pensamos que o microbioma do intestino poderia ser diferente nos indivíduos infectados por HIV, e que o alto grau de ativação imune nos pacientes pode estar associado com a presença de membros específicos da comunidade bacteriana”, disse Susan Lynch, professora UCSF.

A pesquisa abre uma possibilidade interessante: de que, no futuro, em vez de tratar o vírus HIV, seria necessário apenas garantir a presença das bactérias ideais no intestino do paciente, para evitar um processo de inflamação generalizada e, desta forma, desacelerar a progressão da doença. Mas, para essa estégia se concretizar, resultados mais precisos ainda são necessários.

“Aparentemente, mudanças no microbioma perpetuam um ciclo vicioso que provoca inflamação em pacientes com HIV. Estamos considerando uma estratégia para restaurar a colonização microbiana apropriada e estimular o funcionamento saudável do microbioma do intestino”, diz Susan.

Fonte: BEM ESTAR / GLOBO.COM

Estudo avaliará adoção de uso preventivo de pílula anti-HIV no país

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Uma pesquisa coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai avaliar a melhor forma de implantar, no Brasil, a estratégia do uso do antirretroviral Truvada como forma adicional de evitar a infecção pelo HIV. Também participam do projeto – chamado PrEP Brasil – a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo.

A viabilidade da estratégia de prevenção já havia sido demonstrada pelo estudo internacional iPrEx (Iniciativa de Profilaxia Pré-exposição), do qual o Brasil também participou. A pesquisa concluiu que o uso diário de antirretroviral por homens saudáveis que fazem sexo com homens conseguiu prevenir novas infecções com eficácia que variou de 43% a 92%, dependendo da adesão ao medicamento.

A infectologista Brenda Hoagland, que coordena o projeto no âmbito da Fiocruz, observa que, nos Estados Unidos, o uso preventivo do medicamento Truvada por pessoas HIV negativas já é aprovado. No Brasil, o Truvada é aprovado somente para o tratamento da doença (apesar de não ser adotado pelo SUS). “Se conseguirmos mostrar com o estudo que é possível implementar essa estratégia no Brasil, o Truvada terá que obter um outro registro para prevenção, não só para tratamento”, diz Brenda.

Segundo a pesquisadora, o resultado do estudo poderá ser um instrumento que o Ministério da Saúde utilizará para definir se deve ou não adotar a estratégia no país e qual seria a melhor maneira de fazê-lo.

A previsão é que o estudo se inicie entre agosto e setembro, quando começará o processo de recrutamento dos voluntários, de acordo com Brenda. No total, serão 400 voluntários, 200 no Rio de Janeiro e 200 em São Paulo. O perfil buscado são homens com mais de 18 anos, HIV negativos e que fazem sexo com homens. Interessados em participar podem obter mais informações no telefone (21) 2260-6700. Os participantes serão acompanhados durante um ano.

“É importante esclarecer que, de maneira alguma, o objetivo dessa estratégia é substituir a camisinha. Esse medicamento não previne outras DSTs. Trata-se de uma forma adicional de prevenção para grupos que estão mais vulneráveis”, diz Brenda. A coordenação geral do projeto é da pesquisadora Beatriz Grinsztejn, também da Fiocruz.

Fonte: BEM ESTAR / GLOBO.COM

Novos números AIDS em Sorocaba/SP

De acordo com levantamento do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids), da Secretaria de Saúde de Sorocaba, desde 1984 foram diagnosticados oficialmente no município um total de 3.409 pacientes com aids. Somente neste ano, já foram 35 novos casos. Mas esse número pode ser muito maior. A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que a aids atinja o equivalente a 1% da população, o que corresponde a cerca de 7 mil pessoas infectadas em Sorocaba.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Teste rápido de Aids alerta para diagnóstico

Até amanhã é possível realizar um teste rápido  de Aids na tenda da Secretaria Municipal de Saúde, na Praça da República, Centro da capital. A expectativa da pasta é que 1,2 mil pessoas realizem o teste gratuito, que começou ontem. A resposta sai em 20 minutos.

Os testes fazem parte da campanha Fique Sabendo, que tem como objetivo estimular a população a realizar o teste, já que o diagnóstico precoce pode ajudar muito no tratamento do paciente. A ação do governo municipal ocorre na semana que antecede a Parada do Orgulho LGBT, domingo, pois, segundo a coordenadora do programa DST/ Aids, os homossexuais, sobretudo homens que fazem sexo com outros homens, estão entre os grupos mais vulneráveis. Ao longo da semana, as secretarias municipal e estadual de Saúde vão distribuir material de conscientização sobre o tema.

“A pessoa tratada tem uma qualidade de vida melhor e, após seis meses com medicamentos e com o vírus controlado, o portador reduz a chance de transmissão da doença a quase zero”, explica a coordenadora do programa DST/Aids, Eliana Battagia Gutierrez.

números positivos/ O número de homens com Aids na capital caiu 58,3% se comparado o pico de incidência da doença, em 1996 — com 67 casos a cada 100 mil pessoas do sexo masculino — com o último dado disponível da Secretaria Municipal de Saúde, de 2011, quando a incidência foi de 28 casos para 100 mil pessoas.

O percentual de mulheres com o vírus HIV em São Paulo também diminuiu. No ano de 1998, quando foi registrado o pico de incidência da doença, havia 30 pessoas do sexo feminino infectadas para 100 mil mulheres. Já em 2011, foram registrados 10 casos em mulheres para cada 100 mil delas, uma queda de 66,7%.

Fonte: Rede Bom dia

Atendimento de pessoas com HIV e aids no sistema básico de saúde gera preocupação durante reunião do Fórum de ONGs Aids

Aconteceu na ultima sexta-feira, 15 de março, a reunião mensal do Fórum de ONGs aids do Estado de São Paulo. Durante o período da tarde, Artur Kalichman, coordenador adjunto do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, respondeu a dúvidas dos ativistas e comentou sobre a capacitação dos profissionais da saúde básica. 

Os participantes falaram sobre a desinformação e o despreparo dos serviços básicos de saúde, diferente dos especializados no tratamento do HIV. Dentre os exemplos citados, estavam dúvidas, como a forma de contágio da doença. Esses comentários refletem o receio que ativistas e pessoas vivendo com HIV têm de que o tratamento contra a aids seja realizado, num futuro próximo, em unidades básicas de saúde, da mesma forma que acontece com outras doenças, como o diabetes e a hipertensão.

Artur descartou a possibilidade dessa mudança e afirmou que realmente “nos serviços pequenos, até por causa da pouca quantidade de pacientes e casos de aids, a qualidade do serviço é pior do que nos grandes postos específicos de atendimento”. 

Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum, colocou ainda duvidas do movimento social sobre as mudanças na prestação de contas do Centro de Referências e Treinamento em DST/Aids de São Paulo (CRT – DST/Aids), que passará a se reportar também à Coordenadoria de Serviços de Saúde do Estado. (Saiba mais aqui

A maior preocupação era que essa mudança prejudicasse no andamento do trabalho, mas Artur garantiu que “agora é como se o serviço tivesse ‘duas mães’. Não acredito que irá atrapalhar em alguma coisa, só que as demandas serão divididas entre elas”, disse. 

Convênios de ONGs via SINCOV

Também foi discutido na reunião a migração que está ocorrendo no financiamento das ações da sociedade civil para o Sistema de Convênios (SICONV) do Ministério da Saúde. Cláudio, que esteve esta semana em Brasília participando da reunião da Comissão Nacional de Aids (CNAIDS), trouxe a informação que em breve será lançado um edital, voltado para a sociedade civil com atuação em diversas patologias (Aids, hepatites virais, tuberculose, dengue, hanseníase etc..), e que os processos de seleção ocorrerão via SICONV.

Os dirigentes de ONGs afirmaram que o sistema é de difícil manejo, exige muita capacitação, técnicos habilitados para inscrição no sistema e posterior concorrência de projetos.

Rodrigo lembrou que quando ocorreram reuniões com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, em março de 2012, foi colocado sobre as dificuldades gerenciais e institucionais das ONGs para cumprir com todas as exigências do SICONV. 

O Fórum afirma que planeja uma capacitação inicial sobre o sistema para as ONGs afiliadas e que “estará entrando em contato com o Ministério da Saúde para esclarecer esta migração e as etapas de preparação para isto”.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS

Campanha de AIDS, Fique Sabendo, vai ao Poupatempo Santos

Na próxima segunda e terça-feira (26 e 27), o Poupatempo Santos recebe a campanha Fique Sabendo, uma parceria entre prefeituras e Ministério da Saúde, que realiza ações visando a prevenção da AIDS.

Das 12h às 14h, funcionários da Secretaria Municipal de Saúde da cidade irão distribuir material informativo e preventivo nas entradas da unidade, localizadas às ruas João Pessoa e Amador Bueno.
O posto também oferece aos cidadãos a exposição fotográfica “Aprendendo a viver”, com obras de Le Ayres, que retratam lugares por onde o fotógrafo passou, captando a essência do momento em diferentes circunstâncias. A amostra fica disponível até dia 21 de dezembro.
O Poupatempo Santos fica na Rua João Pessoa, nº 246 – Centro – e o horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas, e aos sábados, das 9 às 14 horas.
Programa Poupatempo
O Poupatempo é um programa do Governo do Estado, coordenado pela Secretaria de Gestão Pública que, desde a inauguração do primeiro posto, em 1997, já prestou mais de 334 milhões de atendimentos. Atualmente conta com 31 unidades de atendimento instaladas na Capital, Grande São Paulo, Litoral e Interior.
Fonte: Segs

Como marco do Dia Mundial de Luta contra a Aids, ativistas irão protestar contra o enfrentamento da doença em SP

Ativistas irão protestar contra a política atual de enfrentamento da aids no estado de São Paulo no dia 30 de novembro, data que antecede o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Membros de ONGs, pacientes, familiares, amigos e outros segmentos sociais se concentrarão em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Saúde. Segundo o presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, o ato de protesto quer pressionar as autoridades públicas e fazer do dia 1° de dezembro uma oportunidade de luta e não de festa.

Os ativistas informaram que no estado, segundo o último boletim epidemiológico, entre os anos de 2003 e 2010, o número de pessoas com aids cresceu de 65 mil para 100 mil, isto não incluindo as que são assintomáticas (as que não apresentam nenhuma alteração de saúde apesar de serem portadoras do HIV). A aids é a principal causa de morte entre pessoas na faixa de 35 a 44 anos e a primeira doença entre homens e mulheres entre 24 e 25 anos.

Segundo os ativistas, mesmo com esta realidade o governo do estado fechou a Casa da Aids, transferindo os mais de 3300 pacientes para o Hospital Emílio Ribas, que passou a atender mais de 10 mil pessoas. Membros do movimento social também reclamam, segundo eles, da ameaça do fechamento de leitos do Centro de Referência de Aids.

“O que se vive são ações de desmonte da saúde pública e da falta de compromisso efetivo de gestores, além do crescente fechamento das ONGs/Aids sem apoio para seu funcionamento”, afirma Rodrigo. “O colegiado que reúne mais de cem organizações com ações voltadas a aids em todo o estado, programa diversas manifestações em várias cidades do interior paulista para marcar o 1° de dezembro”, completa.

Fonte: Agência de Notícias da AIDS