Exame que detecta Aids e hepatite C com rapidez passa a ser obrigatório

A partir de agora um exame que detecta com mais rapidez a presença dos vírus da Aids e da hepatite C passa a ser obrigatório na rede pública e particular de saúde de todo Brasil

A vantagem desse teste em relação aos convencionais é que ele detecta a presença do DNA, ou seja, do material genético dos vírus que causam as doenças. Já os exames convencionais só identificam que organismo está infectado depois que um anticorpo se manifesta. Nesse estágio, a doença já está em um estágio mais avançado.

Segundo o Ministério da Saúde, o tempo de detecção da Aids vai cair de 22 para 10 dias e o da hepatite C, de 35 para 10 dias. Dessa forma, o sangue que estiver livre desses dois vírus também vai ser liberado mais rapidamente e com mais segurança para a doação.

Outra novidade anunciada é que a idade máxima para a doação de sangue aumentou de 67 para 69 anos. Com isso, segundo o Governo, dois milhões de pessoas poderão se tornar doadoras de sangue.

Fonte: G1

Brasil vai testar implementação de terapia que evita infecção por HIV

Uma pesquisa coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz vai avaliar uma forma de implementar no país o uso do medicamento antirretroviral Truvada como forma de evitar a transmissão do HIV em populações mais vulneráveis.

Serão recrutados, a partir do fim de agosto, 400 homens que fazem sexo com homens: 200 no Rio e 200 em São Paulo. O estudo será feito em parceria com a Faculdade de Medicina da USP e o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo.

De acordo com a infectologista Brenda Hoagland, que coordena o estudo na Fiocruz, o medicamento será fornecido aos voluntários por um ano.

A eficácia e a segurança do Truvada para evitar a infecção por HIV já foi demonstrada. Um estudo multicêntrico cujos resultados foram publicados em 2010 e no qual houve participação de voluntários do Brasil, mostrou que a terapia reduziu o risco de infecção em até 94,9%. A pesquisa incluiu 2.499 homens em 11 centros de estudo.

O objetivo agora, diz Hoagland, é avaliar, numa situação de vida real, como seria a melhor forma de implementar o uso da droga como profilaxia. “Já sabemos que o remédio é eficaz. Queremos demonstrar na realidade do Brasil como oferecer essa profilaxia.”

É preciso ver, por exemplo, se os pacientes vão usar o medicamento todos os dias conforme o indicado. Uma falha na administração do remédio pode deixá-los mais vulneráveis à infecção, por exemplo. O melhor local para distribuição dos comprimidos também precisa ser avaliado, segundo a infectologista.

Um risco do uso profilático do antirretroviral é o caso de um paciente se tornar soropositivo durante o uso do remédio e descobrir só mais tarde. Quando ele der início ao tratamento antirretroviral, poderá já ter começado a desenvolver resistência ao tratamento.

No ano passado, a FDA (agência reguladora de medicamentos nos EUA) aprovou a indicação do Truvada como terapia profilática contra o HIV.

No Brasil, no entanto, o remédio ainda só tem aprovação como terapia para quem já está infectado, o que precisaria mudar para que ele fosse adotado como terapia profilática. O antirretroviral, que combina as substâncias tenofovir e a emtricitabina, também não é distribuído aos soropositivos na rede pública no Brasil.

A pesquisadora da Fiocruz diz que as conclusões do estudo que começa agora, esperadas para 2016, devem ajudar o governo a embasar sua decisão sobre a adoção dessa terapia.

Para o infectologista Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas, a terapia preventiva é um dos caminhos para que a transmissão do HIV acabe. “Se todos com HIV estiverem em tratamento, com carga viral indetectável, e quem estiver em risco se proteger, não vai haver hospedeiro para o vírus.”

A terapia profilática não substitui o uso da camisinha.

Fonte: Folha de São Paulo

Teste do HIV poderá ser obrigatório em Moçambique

Os testes do HIV/SIDA poderão passar a ser de carácter obrigatório em Moçambique, segundo a previsão do Conselho Nacional de Combate à Sida (CNCS).

A medida tem em vista monitorar a prevalência da doença oficialmente ainda sem cura no mundo, segundo o CNCS em informação dada a Alberto Vaquina, Primeiro-ministro, durante uma reunião de trabalho.

No referido encontro foi igualmente apreciado o impacto da pandemia na Indústria Extractiva em Moçambique, com base em resultados de um estudo específico realizado na província central de Tete, tendo na altura sido abordada a situação do abandono de crianças nas escolas devido à doença, em particular.

Fonte: Verdade.co.mz

Teste rápido de Aids alerta para diagnóstico

Até amanhã é possível realizar um teste rápido  de Aids na tenda da Secretaria Municipal de Saúde, na Praça da República, Centro da capital. A expectativa da pasta é que 1,2 mil pessoas realizem o teste gratuito, que começou ontem. A resposta sai em 20 minutos.

Os testes fazem parte da campanha Fique Sabendo, que tem como objetivo estimular a população a realizar o teste, já que o diagnóstico precoce pode ajudar muito no tratamento do paciente. A ação do governo municipal ocorre na semana que antecede a Parada do Orgulho LGBT, domingo, pois, segundo a coordenadora do programa DST/ Aids, os homossexuais, sobretudo homens que fazem sexo com outros homens, estão entre os grupos mais vulneráveis. Ao longo da semana, as secretarias municipal e estadual de Saúde vão distribuir material de conscientização sobre o tema.

“A pessoa tratada tem uma qualidade de vida melhor e, após seis meses com medicamentos e com o vírus controlado, o portador reduz a chance de transmissão da doença a quase zero”, explica a coordenadora do programa DST/Aids, Eliana Battagia Gutierrez.

números positivos/ O número de homens com Aids na capital caiu 58,3% se comparado o pico de incidência da doença, em 1996 — com 67 casos a cada 100 mil pessoas do sexo masculino — com o último dado disponível da Secretaria Municipal de Saúde, de 2011, quando a incidência foi de 28 casos para 100 mil pessoas.

O percentual de mulheres com o vírus HIV em São Paulo também diminuiu. No ano de 1998, quando foi registrado o pico de incidência da doença, havia 30 pessoas do sexo feminino infectadas para 100 mil mulheres. Já em 2011, foram registrados 10 casos em mulheres para cada 100 mil delas, uma queda de 66,7%.

Fonte: Rede Bom dia

Ativistas se dizem chocados com restrições de horário para realização do teste rápido de HIV na cidade de São Paulo

A denúncia de que os horários para a realização do teste rápido do HIV estão sendo restritas na cidade de São Paulo chocou ativistas. Para eles, isso é um “retrocesso” e um “desestímulo” à testagem como forma de prevenção. 

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Segundo divulgou no sábado passado o jornal Agora, 23 dos 25 SAEs não cumprem o horário de atendimento divulgado no site. O texto destacou que há centros que não atendem todos os dias, e outros que fazem o teste em apenas um período (saiba mais). 

Para o presidente do Fórum de ONG/Aids de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, “isso é muito grave”. Ele afirma que ainda vai apurar o que está acontecendo e que, se for necessário, irá “acionar o Ministério Público para que o problema seja investigado”. 

“Essa postura está em desencontro com o que já foi acertado na época que foi lançada a iniciativa (da testagem rápida). Isso está sendo um desestímulo e indo totalmente contra a política de incentivo do teste, ainda mais no maior município do País”, argumenta. 

O professor e especialista em Saúde Pública, Mario Scheffer, lembra que o teste rápido é importante para evitar o problema da pessoa não voltar para buscar o diagnóstico, evitando, muitas vezes, a descoberta da doença apenas em um estágio mais avançado. “É inadmissível existirem obstáculos para a pessoa realizar o exame quando ela quer”, opina. 

“Normalmente a população procura o serviço quando foi exposta a infecção, e dificultar ou negar o acesso ao teste é, na verdade, negar o direito dessa pessoa de receber o diagnóstico”, explica. Ele ainda defende que o serviço deve estar disponível durante todo o horário de funcionamento do SAE. “Afinal, qual é o sentido de um serviço especializado se ele não está disponível justamente para quem o procura?”, completa.

O coordenador do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo Lima Filho, afirmou que o que está acontecendo é um verdadeiro “sucateamento” dos serviços de teste rápido. “Estão acabando com o pouco que tinha e que era bom”. O ativista ainda completa que essa restrição está indo na contramão da história. “Eu nunca pensei que São Paulo fosse ser um mau exemplo na testagem, que até então estava indo tão bem”, comenta. 

O presidente do Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids (Mopaids), Américo Nunes, disse ter ficado “muito surpreso” com a denúncia, pois se reuniu recentemente com o Secretário Adjunto de Saúde, Paulo de Tarso Puccini, que não comentou sobre o assunto.

Secretaria de Saúde informa que são oferecidas capacitações para realização do teste periodicamente

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde informa que o município tem 25 serviços especializados em DST/Aids, sendo 10 Centros de Testagem e Aconselhamento e 15 Serviços de Assistência. Os horários divulgados no site são os de funcionamento desses serviços, não especificando horários de testagem. 

Sobre a realização de testes em horários específicos, a pasta ressalta que isto ocorre mais em casos de realização do teste rápido de HIV, uma vez que o procedimento requer treinamentos específicos e profissionais de nível superior da área da saúde. “Estas informações são frequentemente passadas por telefone para otimização do fluxo do serviço. No entanto, ao chegar a um serviço especializado, o usuário é acolhido por um profissional e lhe é ofertada a sorologia convencional (coleta de sangue)”, diz em nota.

A secretaria destaca ainda “que são realizadas capacitações periódicas de profissionais para a realização do teste rápido”.

Fonte: Agência de Noticias da AIDS

70% dos casos de AIDS no Piauí são de homens; Sesapi realiza fórum

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O Dia Mundial de Luta Contra AIDS é lembrado neste sábado, dia 01. A Secretaria de Estado da Saúde preparou uma série de atividades para a campanha deste ano com o tema: “Faça o teste de AIDS. Não fique na dúvida. Fique sabendo”. No Piauí, 70% das pessoas infectadas com o vírus são em homens.

Nos dias 05 e 06 será realizado o I Fórum Estadual de Atenção às Pessoas Vivendo com AIDS, com o objetivo de levar mais informação a população e colher experiências. O evento acontecerá no Edifício Paulo VI, na Avenida Frei Serafim, em Teresina.
No Piauí de 1986 até 2011, foram notificados 4.782 casos na população em geral. Destes, 3.201 (66,9%) são residentes no Piauí, os demais casos – 1.581 (33,1%) são provenientes de outros Estados, tais como: Maranhão, Pará, Tocantins, dentre outros. A incidência de Aids no Piauí em 2011 foi de 8,5 casos por 100.000 habitantes. No total foram 266 notificações.

Ao longo do tempo a Aids vem predominando na população masculina. Foram 2.258 casos (70,5%).  Já na feminina esse número é de 943 (29,5%). No ano de 2011 foram 190 casos de Aids em homens e 76 em mulheres. De 2000 a 2009, 727 pessoas morreram no estado vítimas da doença.
“Apesar disso, observa-se o fenômeno de feminização da Aids, com aumento de casos em meio a população feminina. Inicialmente, a razão entre os sexos (masculino/feminino) era de 3.0 no começo da epidemia, e caiu para 2.5 casos em homens para uma mulher com Aids”, explica Karina Amorim, coordenadora de Doenças Transmissíveis da Sesapi.
No Brasil
De acordo com dados do boletim epidemiológico do Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, de 1980 (quando surgiram os primeiros casos de Aids no Brasil) até junho de 2011 foram notificados 608.230 casos no País. Desses, 14.127 foram em menores de cinco anos de idade. Entre 1980 e 2010 ocorreram em território nacional, 241.469 óbitos tendo como causa básica a Aids. Na distribuição por regiões, a Nordeste encontra-se em terceiro lugar no número de casos, com 78.686.
Infecção
A infecção pelo HIV pode ser dividida em quatro fases clínicas: fase aguda, fase assintomática ou de latência, fase sintomática inicial ou precoce e Aids. Na fase aguda os sintomas são causados por infecções virais, como: febre, astenia, adenopatia, faringite, mialgia, artralgia, dor retroarticular, dentre outras. Já na fase sintomática inicial (ou precoce), os episódios infecciosos mais freqüentes são geralmente bacterianos, como as infecções respiratórias ou mesmo tuberculose. À medida que a infecção progride podem ocorrer sintomas constitucionais como febre, sudorese noturna, fadiga, diarréia crônica, cefaléia, alterações neurológicas, infecções bacterianas (pneumonia, sinusite, bronquites) e lesões orais, como a leucoplasia oral pilosa.
A evolução da infecção pelo vírus HIV leva ao aparecimento da síndrome da imunodeficiência adquirida, a Aids, com sintomas bem mais graves do que na fase aguda e caracteriza-se por infecções oportunistas graves e neoplasias.

HDT promove ações pela luta contra a Aids

O Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad promove amanhã e depois (sexta-feira e sábado), duas ações para estimular o diagnóstico precoce e a prevenção de HIV/Aids. As ações são alusivas à campanha do Ministério da Saúde, que tem como tema “Não fique em dúvida, fique sabendo” e enfatiza a necessidade do diagnóstico precoce do HIV, o sigilo e confidencialidade do teste e o respeito aos direitos humanos.

A primeira ação será realizada a partir das 7h30 de amanhã, no Terminal Isidória. Uma equipe do HDT vai distribuir panfletos informativos e explicará à população a importância de se realizar o teste de HIV. A ideia de promover a ação no terminal veio da necessidade de mobilizar o maior número possível de pessoas sobre o tema, independente de idade, classe social ou orientação sexual. O estacionamento HDT será palco da segunda ação,  que acontece amanhã, das 8 às 18 horas, e sábado, das 8 às 12 horas. A programação inclui oficinas sobre sexo seguro e distribuição de brindes aos participantes.

Segundo o diretor geral do HDT, o médico infectologista Boaventura Braz de Queiroz, cerca de 30 mil pessoas vivem com HIV em Goiás, sendo que metade delas não sabe que possui o vírus. “Essa situação é alarmante, pois 55% das mortes por Aids no Estado têm relação direta com o diagnóstico tardio da doença”, alerta. Em todo o País, 530 mil pessoas possuem o vírus, sendo que 135 mil desconhecem sua situação.

Mais informações: (62) 3201-3620

Fonte: Notícias de Goiás